Coordenação convoca mulheres da Ilha de Itaparica a formar equipes e participar da Copa Maria Felipa.
Por Gilsimara Cardoso

Neste domingo, 17, a bola já começou a rolar para a edição 2026 da Copa Maria Felipa de Futebol Feminino. O primeiro amistoso preparatório da competição aconteceu no Campo da Conceição, na Ilha de Itaparica. Reunindo as equipes de Amoreiras e Conceição em uma partida marcada pela animação da torcida e pela valorização do esporte feminino dentro das comunidades.
Em campo, o time de Amoreiras levou a melhor e venceu a equipe da Conceição pelo placar de 3 a 1. Mais do que o resultado, o amistoso serviu como uma prévia do que promete ser a nova edição da Copa Maria Felipa. Competição que vem crescendo a cada ano e fortalecendo o futebol feminino em diversas localidades da ilha.
“A competição também é inclusiva, porque permitimos a participação de mulheres de diferentes faixas etárias.”

A Copa Maria Felipa de Futebol Feminino 2026 segue com inscrições abertas até o dia 20 de junho de 2026. As equipes interessadas podem realizar a inscrição diretamente pelo Instagram oficial da competição, @copamariafelipa. Além disso, a coordenação reforça o convite para que mulheres de todas as comunidades da Ilha de Itaparica organizem seus times e participem da competição, que tem início previsto para julho de 2026.
O convite é reforçado para comunidades do Cone Sul: Tairu, Berlink, Cacha Pregos, Aratuba. E, também para Baiacu, Matarandiba e demais localidades interessadas em participar do torneio.

Segundo a coordenação, a proposta da competição vai além do futebol. A Copa Maria Felipa busca incentivar a participação feminina no esporte, fortalecer a integração comunitária e criar oportunidades para atletas da região. A competição também é inclusiva, porque permitimos a participação de mulheres de diferentes faixas etárias, afirma Antônio Leão, um dos coordenadores.
Copa aposta em modelo descentralizado para fortalecer comunidades

A coordenação da Copa Maria Felipa também destaca que a competição foi construída de maneira descentralizada. Com jogos realizados diretamente nos campos das comunidades da Ilha de Itaparica. “Levar a Copa para dentro das comunidades é uma maneira de aproximar as famílias do esporte, fortalecer os campos de várzea e garantir que todas as mulheres tenham oportunidade de participar. A nossa intenção sempre foi construir uma competição acessível, popular e inclusiva. Quando a rodada acontece dentro da comunidade, o campo se transforma em um espaço de encontro, lazer e incentivo ao futebol feminino”, afirma Simone Guimarães uma das coordenadoras da Copa.

Além disso, segundo a coordenação, realizar as rodadas dentro das comunidades permite que o esporte fique mais acessível para todos. Aos domingos, moradores se reúnem à beira do campo para acompanhar as partidas e torcer pelas atletas, que muitas vezes são parentes, amigas e vizinhas da própria localidade.
Com isso, a presença da comunidade transforma os jogos em momentos de convivência social, lazer e valorização feminina dentro do esporte. Crianças, jovens, mães, tias e avós passam a ocupar o mesmo espaço, incentivando umas às outras e fortalecendo os laços comunitários através do futebol.
Competição já revelou atletas da Ilha para grandes clubes

A edição anterior da Copa já trouxe resultados importantes para o futebol feminino da Ilha de Itaparica. Nesse sentido, a competição passou a funcionar como uma vitrine para atletas da região, que encontraram no torneio uma oportunidade de apresentar seu potencial dentro de campo. Além disso, a visibilidade conquistada durante os jogos aproximou jogadoras de grandes clubes baianos, como Esporte Clube Bahia e Esporte Clube Vitória.
Nesse contexto, a participação na Copa Maria Felipa marcou a trajetória da atleta Iasmin Santos. Segundo ela, a competição ampliou horizontes e fortaleceu sua presença no cenário esportivo. “Participar da Copa Maria Felipa foi uma experiência incrível. Foi uma oportunidade de mostrar meu futebol, ganhar mais experiência e viver momentos importantes dentro de campo. Além disso, cada jogo trouxe novos aprendizados e me ajudou a evoluir como jogadora”, destaca Iasmin.

Além de ampliar a visibilidade de novas atletas, a competição fortalece o sentimento de pertencimento dentro das comunidades. Dessa maneira, o esporte cria oportunidades, incentiva a disciplina, promove saúde física e mental e afasta jovens da violência e da vulnerabilidade social. “O futebol tem sido uma ferramenta importante de transformação social e de construção de sonhos para meninas que desejam seguir carreira esportiva”, afirma Fábio Guerra, um dos coordenadores da Copa.
Assim, a competição mostra que iniciativas comunitárias podem abrir portas e transformar vidas através do esporte.
Coordenação cobra apoio para fortalecer estrutura da Copa

Apesar do sucesso do amistoso e do entusiasmo das equipes, a coordenação da Copa Maria Felipa também chamou atenção para a falta de apoio estrutural durante o evento realizado na Conceição.
De acordo com os organizadores, a coordenação solicitou uma ambulância do SAMU para atender à partida, mas o veículo não compareceu ao local.

Diante desse cenário, os organizadores reforçam a importância do apoio do poder público e da iniciativa privada para garantir uma competição mais estruturada, segura e com melhores condições para atletas e torcedores.
Além disso, a Copa Maria Felipa segue em busca de patrocinadores oficiais que desejem fortalecer o esporte feminino e contribuir diretamente para a transformação social dentro das comunidades da Ilha de Itaparica.

Dessa forma, empresas, comerciantes e apoiadores interessados em associar sua marca a uma iniciativa de impacto social e valorização feminina podem entrar em contato através do Instagram oficial da competição. A organização também esclarece que, nesta edição de 2026, integram a equipe de coordenação Geraldo de Paula, Antônio Leão, Simone Guimarães, Fábio Guerra, Gilsimara Cardoso e Edno Bispo.
Com previsão para julho de 2026, a Copa Maria Felipa segue mobilizando comunidades, atletas e apoiadores em torno de um objetivo em comum. Além disso, a competição busca ampliar o espaço das mulheres no esporte, incentivar a inclusão social e, ao mesmo tempo, valorizar os talentos femininos da região.
Tudo verdade aqui sao sonhos e vidas que valem a pena investir Apoio do Poder Público e Grandes Marcas