Instituição sediada em Vera Cruz contribuiu para debate internacional sobre racismo, discriminação e intolerância religiosa contra pessoas de ascendência africana.

O Instituto Cultural Isedale Egbé Yorubá Brasil (ICIEYB) aparece em um documento oficial da Organização das Nações Unidas (ONU) relacionado ao enfrentamento do racismo sistêmico, da discriminação e da intolerância religiosa contra pessoas de ascendência africana.
O documento registra a contribuição apresentada pelo Instituto ao processo de elaboração da publicação da ONU. Na nota de rodapé, a organização aparece expressamente identificada como “submission by Instituto Cultural Isedale Egbé Yorubá Brasil”, referência que formaliza a participação da instituição no processo.
Além disso, a presença do ICIEYB no documento amplia a visibilidade de pautas relacionadas à população negra e às comunidades de matriz africana. Entre elas estão a preservação da cultura yorubá, a proteção do patrimônio cultural afro-brasileiro, o combate ao racismo e à intolerância religiosa e a defesa dos direitos culturais.
Participação amplia visibilidade da cultura yorubá

A contribuição também evidencia a atuação de organizações culturais brasileiras em discussões que ultrapassam as fronteiras nacionais. Nesse contexto, o trabalho desenvolvido pelo Instituto, a partir da Ilha de Itaparica, conecta questões territoriais e culturais a uma agenda internacional de direitos humanos.
À frente do ICIEYB está Marta de Sàngó, presidente da instituição. Para ela o registro na documentação das Nações Unidas representa mais do que uma menção institucional. Ele demonstra a participação de uma organização cultural de Vera Cruz em um processo internacional. “É uma conquista que demonstra que uma voz que nasce em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, pode atravessar fronteiras e chegar à ONU. E, principalmente, mostra que os saberes, as denúncias e as propostas produzidas por organizações negras da sociedade civil precisam ocupar os espaços onde as políticas internacionais são construídas, ” destaca Marta.