Encontro da AMMAR reuniu cerca de 50 participantes em Salvador para discutir soluções voltadas aos territórios costeiros.

Encontro da AMMAR, em Salvador – Foto: Fernanda Vital

Representantes de comunidades tradicionais, poder público, academia, terceiro setor, iniciativa privada, cooperativas de reciclagem, coletivos e sociedade civil se reuniram na Marina da Penha, em Salvador. O objetivo foi discutir caminhos para fortalecer a Baía de Todos-os-Santos (BTS) e os territórios costeiros.

O encontro integrou o 12º episódio da série Diálogos Ecossistêmicos, promovida pela Associação de Mulheres do Mar (AMMAR). Ao todo, cerca de 50 participantes participaram da programação.

Além disso, o encontro promoveu debates sobre Governança Azul, Turismo Regenerativo, Inteligência Coletiva, Cooperação, Economia Circular e Cultura Oceânica. Nesse sentido, os participantes trocaram experiências e conhecimentos sobre o território.

A proposta buscou aproximar diferentes setores. Assim, o encontro discutiu soluções que conciliem conservação ambiental, inclusão social, valorização cultural e desenvolvimento econômico.

Para Jacqueline Moreno, diretora de Sustentabilidade da AMMAR e coordenadora da série Diálogos Ecossistêmicos, essa conexão fortalece a iniciativa. “O 12º Diálogos Ecossistêmicos reafirma que a transformação acontece quando diferentes setores se conectam. Reunir comunidades, academia, poder público, empresas e sociedade civil é fortalecer a Governança Azul e construir, coletivamente, novos caminhos para a Baía de Todos-os-Santos”, afirma.

Mulheres ampliam o debate sobre os territórios costeiros

Entre as convidadas estavam Duda Lomanto, secretária do Mar de Salvador, e Heloísa Braga, comunicadora especializada em Turismo e idealizadora do Programa Passaporte. As duas participaram como Mulheres Impulsionadoras.

Além disso, contribuíram para ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao mar e aos territórios costeiros da BTS.

Na segunda parte da programação, o Coletivo Mulheres no Timão conduziu uma Oficina Livre da Década do Oceano. O coletivo reúne Jacqueline Moreno, Adriana Muniz e Anna Paula Greck.

Durante a atividade, os participantes formaram grupos. Em seguida, analisaram as transformações ocorridas no território. Para isso, consideraram três períodos.

Primeiro, avaliaram o cenário anterior ao início da Década do Oceano, em 2021. Depois, discutiram os avanços e os desafios registrados entre 2021 e 2026. Por fim, apontaram prioridades para o período de 2027 a 2030.

Oficina reúne diferentes saberes

“A Oficina Livre foi um espaço de escuta e construção coletiva. Ao refletirmos sobre o que éramos antes de 2021, o que avançamos e quais são nossas prioridades até 2030, reunimos diferentes saberes para pensar o futuro dos nossos oceanos. Essas contribuições agora seguem para fortalecer essa agenda”, destaca Adriana Muniz.

Adriana integra o Conselho de Notáveis da AMMAR e coordena a série Diálogos Ecossistêmicos.

A atividade também produziu contribuições para a agenda dos oceanos. Com esse objetivo, os grupos apresentaram propostas e reflexões sobre o futuro dos territórios costeiros.

Agora, a AMMAR pretende sistematizar esse material. Posteriormente, a organização encaminhará as contribuições ao Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO).

Dessa forma, o conteúdo poderá contribuir para os debates sobre a agenda dos oceanos. A discussão também poderá chegar à Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), prevista para abril de 2027, no Rio de Janeiro.

Articulação fortalece a cooperação

A Marina da Penha, da Marinas PORTMAR, recebeu o encontro e apoiou a infraestrutura necessária para a realização da programação. O Village Itaparica e a Wilson Sons também apoiaram a iniciativa.

Com isso, os parceiros contribuíram para a realização do encontro com a proposta de reduzir a geração de resíduos. Ao mesmo tempo, fortaleceram a agenda de diálogo e cooperação relacionada ao mar e aos territórios costeiros.

Nesse contexto, a articulação entre organizações da sociedade civil, comunidades, academia, poder público e iniciativa privada ganhou destaque. Afinal, os desafios da Baía de Todos-os-Santos envolvem diferentes dimensões. Por isso, a participação de vários setores se torna fundamental.

Além disso, a integração de conhecimentos pode ampliar a construção de soluções.

Baía de Todos-os-Santos no centro do debate

Para Jacqueline Moreno, a troca entre diferentes setores contribui para uma nova perspectiva sobre a BTS.

Ao reunir experiências e perspectivas distintas sobre um mesmo território, o 12º Diálogos Ecossistêmicos coloca em discussão uma Governança Azul baseada na participação social e no reconhecimento da Baía de Todos-os-Santos como espaço de vida, cultura, trabalho, conservação, turismo, esporte e geração de oportunidades”, avalia.

Assim, o encontro reforçou a importância da participação social. Também destacou a necessidade de aproximar conhecimento, conservação e desenvolvimento.

Sobre a AMMAR

A Associação de Mulheres do Mar (AMMAR) atua na promoção da cidadania, da justiça socioambiental e do desenvolvimento sustentável.

Para isso, desenvolve ações de educação e mobilização social, fortalecendo lideranças e articulando diferentes setores da sociedade.

A organização também desenvolve iniciativas voltadas à valorização dos territórios. Ao mesmo tempo, atua na conservação dos ecossistemas e contribui para a construção de comunidades mais resilientes, inclusivas e participativas. Entre seus projetos está a série Diálogos Ecossistêmicos.

A iniciativa promove debates sobre temas estratégicos para o futuro das cidades, das comunidades e do meio ambiente.

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