Encontro da AMMAR reuniu cerca de 50 participantes em Salvador para discutir soluções voltadas aos territórios costeiros.

Representantes de comunidades tradicionais, poder público, academia, terceiro setor, iniciativa privada, cooperativas de reciclagem, coletivos e sociedade civil se reuniram na Marina da Penha, em Salvador. O objetivo foi discutir caminhos para fortalecer a Baía de Todos-os-Santos (BTS) e os territórios costeiros.
O encontro integrou o 12º episódio da série Diálogos Ecossistêmicos, promovida pela Associação de Mulheres do Mar (AMMAR). Ao todo, cerca de 50 participantes participaram da programação.
Além disso, o encontro promoveu debates sobre Governança Azul, Turismo Regenerativo, Inteligência Coletiva, Cooperação, Economia Circular e Cultura Oceânica. Nesse sentido, os participantes trocaram experiências e conhecimentos sobre o território.
A proposta buscou aproximar diferentes setores. Assim, o encontro discutiu soluções que conciliem conservação ambiental, inclusão social, valorização cultural e desenvolvimento econômico.
Para Jacqueline Moreno, diretora de Sustentabilidade da AMMAR e coordenadora da série Diálogos Ecossistêmicos, essa conexão fortalece a iniciativa. “O 12º Diálogos Ecossistêmicos reafirma que a transformação acontece quando diferentes setores se conectam. Reunir comunidades, academia, poder público, empresas e sociedade civil é fortalecer a Governança Azul e construir, coletivamente, novos caminhos para a Baía de Todos-os-Santos”, afirma.
Mulheres ampliam o debate sobre os territórios costeiros
Entre as convidadas estavam Duda Lomanto, secretária do Mar de Salvador, e Heloísa Braga, comunicadora especializada em Turismo e idealizadora do Programa Passaporte. As duas participaram como Mulheres Impulsionadoras.
Além disso, contribuíram para ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao mar e aos territórios costeiros da BTS.
Na segunda parte da programação, o Coletivo Mulheres no Timão conduziu uma Oficina Livre da Década do Oceano. O coletivo reúne Jacqueline Moreno, Adriana Muniz e Anna Paula Greck.
Durante a atividade, os participantes formaram grupos. Em seguida, analisaram as transformações ocorridas no território. Para isso, consideraram três períodos.
Primeiro, avaliaram o cenário anterior ao início da Década do Oceano, em 2021. Depois, discutiram os avanços e os desafios registrados entre 2021 e 2026. Por fim, apontaram prioridades para o período de 2027 a 2030.
Oficina reúne diferentes saberes
“A Oficina Livre foi um espaço de escuta e construção coletiva. Ao refletirmos sobre o que éramos antes de 2021, o que avançamos e quais são nossas prioridades até 2030, reunimos diferentes saberes para pensar o futuro dos nossos oceanos. Essas contribuições agora seguem para fortalecer essa agenda”, destaca Adriana Muniz.
Adriana integra o Conselho de Notáveis da AMMAR e coordena a série Diálogos Ecossistêmicos.
A atividade também produziu contribuições para a agenda dos oceanos. Com esse objetivo, os grupos apresentaram propostas e reflexões sobre o futuro dos territórios costeiros.
Agora, a AMMAR pretende sistematizar esse material. Posteriormente, a organização encaminhará as contribuições ao Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO).
Dessa forma, o conteúdo poderá contribuir para os debates sobre a agenda dos oceanos. A discussão também poderá chegar à Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), prevista para abril de 2027, no Rio de Janeiro.
Articulação fortalece a cooperação
A Marina da Penha, da Marinas PORTMAR, recebeu o encontro e apoiou a infraestrutura necessária para a realização da programação. O Village Itaparica e a Wilson Sons também apoiaram a iniciativa.
Com isso, os parceiros contribuíram para a realização do encontro com a proposta de reduzir a geração de resíduos. Ao mesmo tempo, fortaleceram a agenda de diálogo e cooperação relacionada ao mar e aos territórios costeiros.
Nesse contexto, a articulação entre organizações da sociedade civil, comunidades, academia, poder público e iniciativa privada ganhou destaque. Afinal, os desafios da Baía de Todos-os-Santos envolvem diferentes dimensões. Por isso, a participação de vários setores se torna fundamental.
Além disso, a integração de conhecimentos pode ampliar a construção de soluções.
Baía de Todos-os-Santos no centro do debate
Para Jacqueline Moreno, a troca entre diferentes setores contribui para uma nova perspectiva sobre a BTS.
“Ao reunir experiências e perspectivas distintas sobre um mesmo território, o 12º Diálogos Ecossistêmicos coloca em discussão uma Governança Azul baseada na participação social e no reconhecimento da Baía de Todos-os-Santos como espaço de vida, cultura, trabalho, conservação, turismo, esporte e geração de oportunidades”, avalia.
Assim, o encontro reforçou a importância da participação social. Também destacou a necessidade de aproximar conhecimento, conservação e desenvolvimento.
Sobre a AMMAR
A Associação de Mulheres do Mar (AMMAR) atua na promoção da cidadania, da justiça socioambiental e do desenvolvimento sustentável.
Para isso, desenvolve ações de educação e mobilização social, fortalecendo lideranças e articulando diferentes setores da sociedade.
A organização também desenvolve iniciativas voltadas à valorização dos territórios. Ao mesmo tempo, atua na conservação dos ecossistemas e contribui para a construção de comunidades mais resilientes, inclusivas e participativas. Entre seus projetos está a série Diálogos Ecossistêmicos.
A iniciativa promove debates sobre temas estratégicos para o futuro das cidades, das comunidades e do meio ambiente.