O I Festival Comida do Lugar de Vera Cruz reuniu empresários do setor de bares e restaurantes para apresentar pratos típicos e bebidas, em Cacha Pregos.

Por Gilsimara Cardoso

I Festival Comida de Lugar -Foto: Gilsimara Cardoso

O Festival Comida do Lugar foi realizado pelas secretarias de turismo e cultura de Vera Cruz. O secretário André Reis explica que o motivo principal é proporcionar ao turista a vivência com a cultura, a gastronomia e a natureza de Vera Cruz, “transformar o destino a partir das experiências.

Foram oito dias de festival com público presente de 4 mil pessoas no total, sendo realizados: Seis aulas shows, três palestras, dois workshops e dez atividades artísticas e culturais.

O jornal Atualize acompanhou o sexto dia do festival, o público pôde saborear cachaça, brownie e lagosta. Com direito a trilha sonora e vista espetacular da orla de Cacha Pregos.

O setor de bebidas foi agraciado pela presença do sommelier de cachaça Raimundo Freire, que realizou um workshop de como preparar uma caipirinha.

Raimundo Freire no I Festival Comida do Lugar – Foto: Onivaldo Sampaio

Raimundo trouxe a cachaça Cordel Feliz para preparar dois tipos de caipirinha, uma com melaço e outra com açúcar. O público presente pôde apreciar os dois sabores.

A cachaça surgiu no século XVI, nos estados brasileiros produtores de açúcar, Raimundo explica, “ em qualquer lugar desse litoral brasileiro foi produzida a cachaça, que compreende, o que hoje é, Pernambuco e São Paulo. ”

Não existe um estudo preciso sobre a localidade. No entanto, Pernambuco e São Paulo eram os únicos produtores de cana de açúcar na época.

Raimundo também destaca que a cachaça é a única bebida que pode ser consumida assim que produzida, “a única bebida no mundo que você pode beber, assim que você destila.

A etimologia da palavra cachaça pode estar relacionada a conservação da carne de porcos selvagens, durante o período colonial no Brasil. Segundo o historiador Muhne José Gomes, os escravos utilizavam os resíduos da cana-de-açúcar para amolecer a carne do porco do mato, uma espécie de porco chamado cachaço (macho) e cachaça (fêmea) muito comum nas matas nordestinas.  Outra hipótese, é que, a palavra tenha origem da língua ibérica, a “cachaza”, um vinho proveniente da borra da uva, semelhante a bagaceira, aguardente muito popular feito de uva em Portugal.

Fátima Leiro preparando brownie no I Festival Comida do Lugar – Foto: Onivaldo Sampaio

 No Setor de comida, a rede de restaurante Caiambá trouxe uma sobremesa de origem americana, o brownie, como especialidade da casa. O brownie é uma sobremesa de chocolate, muito parecida com bolo, a chef Fátima Leiro explica a diferença: “o brownie original não vai fermento, parece um bolo solado.”

Fátima dar dicas de como utilizar alimentos típicos da ilha, o sorvete de creme na finalização do brownie,  por exemplo,  pode ser substituído por outros ingredientes “ pode utilizar a tapioca, a gente pode usar também o coco

A prática da ecogastronomia foi um dos assuntos abordados no Festival. O preparo de alimentos, que utiliza fontes sustentáveis e orgânicas na produção das receitas.

O Chef Edgar Pedrosa tem um bar na orla de Tairu, e deu uma aula show de como preparar uma lagosta utilizando ingredientes naturais. Edgar ressalta a importância de produzir uma receita tradicional da ilha, “ a gente está na época da pesca da lagosta, essa foi a intenção de fazer um prato especial com a lagosta é da onde vem a cultura, como eu já fui pescador, pesquei muito com meu pai. ”    

Chef Edgar Pedrosa preparando a lagosta no I Festival Comida do Lugar – Foto: Gilsimara Cardoso

A lagosta é um prato muito procurado por turistas em Vera Cruz, mas existe época de pesca e comercialização desse crustáceo, que se inicia em maio e termina no dia 30 de outubro.

Acompanhe a reportagem no Youtube:

3 Responses

  1. Eu amei o festival . Tive o privilégio de participar de algumas palestras e assistir uma aula show. Confesso q para mim foi muito produtivo. Parabéns nosso secretário pela a iniciativa . O brasil precisa de pessoas como você. sempre compromissado com o público.

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