Cortejo no Pelourinho abre desfile com dança, percussão e referências simbólicas africanas, marcando o início da trajetória do bloco pelos circuitos da folia.

Por Redação

Foto: Equipe Magali Moraes/Divulgação

A tarde de sexta-feira no Pelourinho marca o início da caminhada do Olodum no Carnaval de Salvador 2026. Pelo Circuito Batatinha, o bloco apresenta ao público o tema “Máscaras Africanas – Magia e Beleza”. O tema orienta o desfile, as alas, as indumentárias e a narrativa artística levada às ruas neste ano.

O cortejo tem uma apresentação construída a partir da percussão, da dança e dos elementos visuais. Percussionistas, cantores, dançarinos, destaques e sombreiros compõem o desfile.

Com figurinos, adereços e acessórios assinados por Cássio Caiazzo e Erick Simões, inspirados em diferentes máscaras africanas e em suas simbologias. A batida dos tambores conduz a saída tradicional do bloco pelas ruas do Centro Histórico.

A estrutura do desfile

Desfile do Olodum – Foto: Equipe de Magali Moraes/Divulgação

Organizada em alas que desenvolvem o enredo ao longo do percurso, a apresentação do Olodum se inicia com o Abre-Alas. Nesse momento, são executadas performances de dança afro que simbolizam a abertura dos caminhos.

Trazendo figuras como o Espírito da Esperança, as Caretas de Zambiapunga, as Máscaras de Acupe e uma homenagem ao artista plástico Jayme Figura, conhecido como o Homem das Máscaras de Ferro.

Na sequência, a Ala Destaque de Dança Afro reúne bailarinos e bailarinas que representam máscaras femininas e masculinas africanas.

Além disso, são incorporadas referências como a máscara Pwo, associada à fertilidade e à força da mulher jovem, a figura da Rainha Mãe e os adereços inspirados nas máscaras Minganji, do Congo.

Em Seguida, Dando continuidade ao desfile, surge a Ala dos Ombrelones, formada por integrantes caracterizados como guerreiros das máscaras Dogons, do Mali. Paralelamente, a Ala de Dança Afro, composta por 40 bailarinos e bailarinas, apresenta coreografias inspiradas nos espíritos Egunguns.

Em seguida, a Ala da Banda Percussiva Olodum reúne 120 integrantes, entre homens e mulheres, todos com indumentárias temáticas que dialogam com o enredo “Máscaras Africanas – Magia e Beleza”.

A ala traz ainda uma releitura da primeira máscara Dogon criada por Francisco Santos, ex-diretor de artes do Olodum, apresentada como uma homenagem ao artista.

A trajetória no Carnaval 2026

Desfile do Olodum- Foto: Equipe de Magali Moraes/Divulgação

A condução rítmica do desfile fica sob a regência da maestrina Andreia Reis e dos mestres Bartolomeu Nunes, o Mestre Memeu, e Gilmário Marques. Nesse sentido, a musicalidade é conduzida com precisão e identidade, reforçando a força cultural da apresentação.

Após a passagem pelo Pelourinho, o Bloco Olodum segue sua trajetória no Carnaval 2026 em direção ao Circuito Osmar, no Campo Grande.

Dessa forma, dá continuidade aos desfiles e à apresentação do tema nos demais dias da folia, ampliando o alcance de sua mensagem.

Além disso, o Bloco Olodum – Carnaval 2026, apresentado pelo Atacadão, o parceirão do Olodum no Carnaval 2026, conta com o apoio da Prefeitura de Salvador e do Programa Ouro Negro, do Governo do Estado da Bahia.

Adicionalmente, recebe patrocínio da 99Food, Magalu, Bahiagás e CAIXA.

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