Encontro vai reunir especialistas da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Por Redação

Foto: Divulgação

Pensar o desenvolvimento de uma cidade a partir da convivência harmônica que ela deve proporcionar a seus habitantes é um dos pilares do Seminário Urbanismo na Bahia (urbBA). Neste ano, o evento propõe uma reflexão central: “O que tem o Urbanismo a dizer sobre Democracia, Violência e Crise Climática?”.

O encontro acontecerá entre os dias 3 e 5 de novembro, na Faculdade de Arquitetura da UFBA. O evento pretende reunir não apenas arquitetos e profissionais da área, mas também qualquer pessoa interessada nas cidades e na política urbana.

De acordo com a arquiteta e professora Ana Fernandes, coordenadora geral do evento, o objetivo é ampliar o diálogo. “O urbBA é voltado para quem tiver interesse na cidade e na política urbana”, afirma Ana.

Inscrições e Programação

As inscrições seguem abertas até 31 de outubro, pelo site https://urbba25.wixsite.com/urbba25.

A programação está organizada com conferências e mesas-redondas pela manhã, enquanto as sessões temáticas ocorrerão à tarde. Com apresentações presenciais e algumas online. O seminário reunirá profissionais e especialistas da Bahia e de outros estados, garantindo diversidade de perspectivas.

Entre os destaques da programação, o professor Wilson Gomes fará, inicialmente, a conferência de abertura. Abordando o tema “Da minoria iluminada à maioria conservadora: o deslocamento da imaginação democrática”.

Além disso, a participação do pesquisador reforça o caráter reflexivo do evento, ao mesmo tempo em que propõe uma análise crítica sobre as transformações recentes no campo democrático.

Participam também do seminário a mestra em Direito e integrante do Odara, Instituto da Mulher Negra,Gabriela Ashanti. E o doutor em Geografia do Clima, Paulo Zangalli. Entre outros convidados.

Também estarão presentes especialistas do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. No segundo dia, a doutora em Sociologia e Antropologia da UERJ e pesquisadora do CNPq, Márcia Pereira Leite, apresentará a conferência “Da violência à guerra: dispositivo de governos dos pobres”.

Já o encerramento ficará por conta do doutor em Ciências Atmosféricas pela Colorado State University e professor titular da Universidade do Ceará, Alexandre Araújo Costa. Com o tema “Além dos limites: sobre os riscos de um colapso ecológico global”.

Desenvolvimento equilibrado

Em um momento em que Salvador retoma as discussões sobre as normas do PDDU. O urbBA reforça a relevância do urbanismo como instrumento essencial para o desenvolvimento equilibrado e sustentável da capital baiana.

Segundo a professora Ana Fernandes, pensar a cidade de forma plena exige integrar temas como democracia, violência e crise climática.

“O urbanismo é um campo imprescindível para conceber e viver plenamente em uma cidade. Refletir sobre essas questões e, a partir delas, derivar possibilidades de atuação significa disputar repertórios de futuro para uma convivência mais harmônica e generosa entre cidades, territórios e todos os seres vivos que os constituem”, explica.

Para o professor e coordenador do evento, Luiz Antonio de Souza. Atualmente, o modelo de planejamento urbano de Salvador ainda ignora as necessidades da maioria da população e, consequentemente, aprofunda a segregação social.

Além disso, ele observa que a cidade continua sendo estruturada, sobretudo, para atender aos interesses do mercado imobiliário e do circuito de festas. De modo que o bem-estar coletivo acaba sendo deixado em segundo plano. “Uma cidade contemporânea deveria colocar as necessidades, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas no centro do seu planejamento e crescimento”. Defende.

Nesse sentido, o professor afirma que o urbanismo deve atuar como uma ferramenta de transformação. Capaz, portanto, de orientar o crescimento urbano desordenado em direção a um desenvolvimento mais estruturado, sustentável e socialmente justo.

Por fim, segundo ele, essa mudança é fundamental para minimizar os impactos locais das mudanças climáticas urbanas, que, inclusive, já se tornam cada vez mais perceptíveis em Salvador.

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