Marca ligada ao projeto Periferia do Futuro apresenta na passarela a coleção Òkùnkùn, desenvolvida a partir de um processo de formação e inclusão produtiva nas periferias de Salvador.

Por Redação

Yame apresenta coleção Òkùnkùn no Festival Boca de Brasa, em Salvador
Coleção Òkùnkùn – Foto: Divulgação

Nesta sexta-feira, 27, a marca Yame, comandada pelo empresário Carlos Cruz, apresenta a coleção “Òkùnkùn – Olhos da Escuridão” durante o Festival Boca de Brasa, na Barroquinha, em Salvador.

O desfile integra a programação do evento e propõe uma leitura da escuridão como lugar de criação, força e construção de futuro.

Mais do que apresentar roupas, a Yame constrói uma experiência sensorial e simbólica com Òkùnkùn. Nesse sentido, a coleção ressignifica o escuro, historicamente associado ao medo, e o reposiciona como espaço de potência, silêncio, imaginação e visão.

Além disso, a proposta amplia seu alcance ao sair dos salões do Palacete Tira Chapéu e ocupar a rua. Assim, a marca estabelece um diálogo direto com o território e com a cultura viva da cidade.

Formação e transformação social

Coleção Òkùnkùn – Foto: Divulgação

A Yame desenvolve a coleção dentro de um processo formativo mais amplo. Para isso, integra o Periferia do Futuro, iniciativa que capacita e insere jovens negros das periferias no mercado criativo.

Somente no último ano, o projeto formou cerca de mil jovens em áreas como moda, costura, upcycling, maquiagem e tranças. Além disso, durante o Carnaval, aproximadamente 150 participantes atuaram em grandes eventos, o que garantiu renda e experiência prática.

Atualmente, o projeto mantém sedes em funcionamento no centro da capital e segue em expansão. E, atende cerca de 100 jovens por dia em trilhas que envolvem passarela, criação e produção de peças autorais. Como resultado, a coleção Òkùnkùn nasce diretamente desse percurso coletivo, com participação ativa dos jovens em todas as etapas.

Projeção nacional da coleção Òkùnkùn

Coleção Òkùnkùn – Foto: Divulgação

O trabalho já alcança espaços de grande visibilidade. Um exemplo disso é o Camarote Salvador, onde artistas vestiram peças produzidas pelo grupo, como Ivete Sangalo, Léo Santana, João Gomes, Pedro Sampaio, Nattan, Bell Marques e Ne-Yo.

Ao mesmo tempo, o Periferia do Futuro amplia seu impacto social. O projeto acolhe idosos, pessoas com deficiência e o público LGBTQIAPN+, fortalecendo a inclusão e ampliando o acesso à economia criativa.

Òkùnkùn, moda como linguagem de futuro

Coleção Òkùnkùn – Foto: Divulgação

Por fim, o desfile do dia 27 apresentará mais do que uma coleção. Se trata de um processo coletivo que articula formação, prática e transformação. Assim, Òkùnkùn afirma a moda como linguagem, trabalho e caminho concreto para a construção de futuro.

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