Terceiro dia do maior festival internacional de grafite do Norte- Nordeste, BTC – 2025

Por: Gilsimara Cardoso

Alef no Festival BTC – 2025- Foto: Gilsimara Cardoso

A arte urbana transformou muros e paredes em obras de artes.
Trouxe de volta às ruas personagens históricos da ilha, o pescador Cosme, (em memória) e a heroína Maria Felipa.
O grafiteiro Alef começou o grafite há 10 anos, ele utiliza além do spray tinta acrílica e gel tinta. Alef ressalta a importância do grafite como agente social, “o grafite transforma para além do muro. Transforma a ótica das pessoas, a forma como as pessoas veem a cidade. Uma arte que referência a cultura, a estética, a poética, ” .

Mãe de Rosimeire – Foto: Gilsimara Cardoso

O grafiteiro sergipano Alef também percebeu a importância de trazer figuras locais para arte urbana.
Ele criou na parede de uma casa o retrato do pescador Cosme, um nativo da Ilha de Itaparica. O retrato de Cosme, agora é um grafite, uma obra de arte na parede da casa da mãe de Rosimeire.
Trazer a imagem do pescador Cosme para as ruas de Itaparica fez a marisqueira Rosimeire Andrade reconhecer a cultura local, ” um dos primeiros pescadores da ilha, pra gente foi muito fácil identificar. Cosme ajudou muita gente aqui. ” explica Rosimeire.

Pinturas oficiais do BTC 2025 – Foto: Gilsimara Cardoso


A pintura oficial chegou no circuito do festival, após um grande número de inscritos, 700 grafiteiros, 63 artistas foram selecionados.
Os kits de pintura da Colorgin foram distribuídos para os 63 artistas.

Pinturas oficiais do BTC 2025 – Foto: Gilsimara Cardoso


Mesmo não tendo acesso aos kits, os artistas, não selecionados, coloriram o circuito com grandes obras, muitas delas não foram finalizadas. Neste domingo, 30, serão concluídas.

Pinturas oficiais do BTC 2025 – Foto: Gilsimara Cardoso

O terceiro dia do BTC a empatia foi praticada por todos os participantes do Festival.
O espaço da pintura oficial se esticou, todos que estavam dispostos a pintar ( selecionados ou não ) puderam deixar artes em Itaparica.
Um dia atípico para estudantes, pescadores e marisqueiras da comunidade.

Octa no Festival Internacional de Graffiti BTC- 2025 Foto: Oni Sampaio

O encontro com a ancestralidade continuou pelo circuito do BTC.
Mesmo com o calor de quase 40 º C a grafiteira soteropolitana, Octa desenhou com precisão a heroína Maria Felipa.

Octa no Festival Internacional de Graffiti BTC- 2025 Foto: Paulo Amaral

Afim de trazer para comunidade um personagem na arte que faça parte da história da Ilha.” Não podia vim grafitar aqui em Itaparica e não fazer um desenho de Maria Felipa” , explica Octa.

Comerciante local – Foto: Gilsimara Cardoso

O BTC fomentou a economia local, os comerciantes do setor de bebidas e na rede de hotelaria também perceberam a presença do BTC.

Festa à noite no BTC – 2025 Foto : Gilsimara Cardoso


O Festival Internacional de Graffiti encerrou o dia com músicas, danças e muitas recordações, um dia de tirar o fôlego, a arte urbana transformou muros e paredes em obras de artes e trouxe de volta às ruas personagens históricos da ilha.

Luciana Mendes produtora do Festival BTC – Foto: Carol Garcia

A produtora do BTC Luciana Mendes se emocionou enquanto se divertia, “ é a primeira vez que eu estou curtindo o BTC, porque das outras vezes eu sempre trabalhei muito” , emocionada ela relatou o início do BTC, o quanto cresceu e como está sendo bom proporcionar o festival para os grafiteiros, “ eu fico muito feliz em ter cada um deles aqui no BTC, são de verdade amigos meus.”
Concluiu Luciana.

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